KAZA
SETEMBRO, 2014

CONTADORA DE HISTÓRIAS

 

Grande admiradora das misturas bergaminianas, a arquiteta de interiores Marina Linhares imprime estilo clássico com coté oriental nesse apê nos Jardins em São Paulo.

 

Por Ana Paula de Assis | Fotos Romulo Fialdini

 

Administradora por formação, decoradora por vocação, Marina Linhares, arquiteta de interiores mato-grossense radicada em Sampa, já está no mercado há vinte anos. Para coroar sua trajetória vitoriosa e comemorar a data emblemática, a profissional acabou de lançar o livro “Morar é Viver, compilação de layouts que levam a sua marca registrada. É dela a assinatura do charmoso apê localizado no Jardim Paulista, em São Paulo. A planta de 400 metros quadrados abriga uma família (mãe e dois filhos já adultos) que adora receber com conforto e que curte – sem exageros – cada milímetro da casa. “O principal desejo da matriarca do clã era que o décor trilhasse pelo caminho da contemporaneidade e da sofisticação”, explica. Para a repaginação do apartamento antigo com o intuito de levar ainda mais savoir-faire para a morada, a profissional tirou partido das peças antigas da proprietária, que deram muita personalidade ao estilo clássico que ganhou ainda uma interessante pimenta oriental – característica bem referenciada na obra de Sig Bergamin. “Eu sou uma grande admiradora do estilo do Sig. Ele é atemporal e sempre esteve à frente de seu tempo, como uma referencia para todos”. A ala social recebeu uma seleção equilibrada de mobiliário de marcas-chaves do mercado como Etel, Casual, Celina Dias, Donatelli, Entreposto e Safira Sedas. A parede da sala de jantar ainda recebeu a pintura delicada do ateliê Adriana e Carlota. As obras de arte e outros acessórios, como uma delicada coleção de caixas de porcelana da China antiga, ou o par de Garden setes cromados adquiridos no antiquários Ivy e o cabideiro comprado na Secrets de Famille, são outros destaques que dão toque especial ao décor e revelam o lifestyle cheio de personalidade dos moradores. “Quando decoro com as peças do acervo da família sinto-me uma contadora de histórias”, finaliza.